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A reunião internacional de líderes da SSVP aconteceu em Paris, de 13 a 18 de junho.

28 Junho 2017 Notícias do CGI Comunicados

A reunião internacional de líderes da SSVP aconteceu em Paris, de 13 a 18 de junho.

No dia 13 de junho, a reunião dos Vice-Presidentes Territoriais abriu a assembleia anual da Sociedade de São Vicente de São Paulo, que este ano foi realizada em Paris e teve a duração de cinco dias. Foi a primeira vez que a nova equipe se juntou para uma reunião internacional desde o início do mandato de Renato Lima de Oliveira, o 16º Presidente Geral, uma oportunidade para apresentar os relatórios sobre os dez primeiros meses de trabalho. Todas as reuniões foram transmitidas ao vivo ou gravadas pela TV Ozanam brasileira, pelo seu website (www.ozanam.tv) e pela sua página no Facebook (ozanamtv).

Foi uma equipe experiente que acolheu os participantes na primeira reunião: 12 Vice-Presidentes Territoriais, sendo que nove deles são novos nesta posição. Joseph Pandian, antigo Vice-Presidente Internacional da Ásia e atual Vice-Presidente Geral, deu as boas-vindas a todos em seu discurso de abertura da reunião. Joseph Makwinja, 1º Assistente do Vice-Presidente Geral e antigo Vice-Presidente Internacional da África 2, afirmou: “Estas reuniões internacionais sempre me deram muita inspiração para continuar minha missão com maior força e energia renovada, porque é uma tarefa que requer muito trabalho.” Basile Ondigui Fouda, Vice-Presidente da Estrutura Internacional e antigo Vice-Presidente Internacional da África 3, acrescentou: “Desejamos o melhor para vocês: ser um Vice-Presidente Internacional não é uma promoção, mas um serviço...”.

Nos dias que se seguiram, a reunião internacional prosseguiu normalmente, com o trabalho da Seção Permanente, do Comitê Executivo Internacional, do Conselho e da Concordata. O Padre Robert Maloney C.M., Conselheiro Espiritual do CGI, celebrou a missa todos os dias.

Novos ares

A eleição de Renato Lima de Oliveira para Presidente Geral em junho de 2016 anunciou uma mudança de direção, e esta tendência foi confirmada nos primeiros 10 meses do seu mandato. Desde que assumiu o cargo em setembro de 2016, o 16º Presidente Geral iniciou uma série de inovações, começando pela organização da Estrutura Internacional. O novo organograma inclui, entre outras coisas: 3 Assistentes do Vice-Presidente, que coordenam o trabalho dos presidentes das comissões, as novas comissões, o cargo de mediador (Marie-Françoise Salésiani Payet, Ouvidoria Geral) e uma nova zona territorial: Oceania, liderada por Frank Brassil (da Austrália).

Esta reorganização deve permitir que o Presidente Geral, que tem um trabalho profissional além deste cargo, delegue parte da sua carga de trabalho e que seja representado nos vários níveis da estrutura internacional.

Trabalho em andamento

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O programa de 20 melhorias proposto por Renato Lima de Oliveira, elaborado para otimizar o trabalho do Conselho Geral, foi aplicado em 2017 na forma de uma série inicial de ações específicas:

-          Resgate do contato direto com os Vicentinos, retomando boletins circulares anuais e a transmissão de mensagens em vídeo do Presidente Geral (no Natal).

-          Renovação da espiritualidade, com a publicação de ferramentas, como leituras espirituais semanais disponíveis no website internacional, e a sugestão de uma oração conjunta, nos dias 10, 20 e 30 de cada mês, para todos aqueles que compartilham o carisma vicentino.

-          Apoio ao trabalho da Comissão para a Canonização de Frederico Ozanam, com a análise de novos casos que podem ser considerados milagres.

-          Desenvolvimento do treinamento global Vicentino, adição de novos módulos e tradução para outros idiomas.

-          Criação de uma Comissão para análise e discussão sobre o status canônico, que já foi debatido em Roma em junho de 2016.

A CIAD (Comissão Internacional de Ajuda e Desenvolvimento), que é uma das principais ferramentas do Conselho Geral no campo da ajuda internacional, foi reimplementada com três áreas principais de trabalho: ajuda de emergência, ajuda ao desenvolvimento e apoio ao desenvolvimento da SSVP. Bertrand Ousset, Presidente da Comissão, também enfatizou a necessidade de mudar o sistema de alocação das doações: “A cada ano, vários desastres naturais e humanitários que devastam regiões ou países inteiros passam completamente despercebidos pelo público em geral, sem a atenção da mídia, deixando seu povo em absoluto sofrimento. Portanto, o Conselho Geral decidiu criar um Fundo de Solidariedade Internacional, especificamente para coletar doações sem uma alocação específica, o que permitirá à CIAD atender aos vários pedidos de ajuda que recebe durante o ano.”

Novas áreas de ação

O início deste mandato foi marcado não apenas pela reorganização, mas também pelo lançamento de trabalhos que afetam todos os níveis da Sociedade, para atender ao principal desafio enfrentado pela SSVP, em seus 184 anos de existência: permanecer fiel ao passado e moldar o futuro. De acordo com Renato Lima de Oliveira, o legado histórico da Sociedade deve ser redescoberto e aprimorado. Isso está sendo comprovado em 2017, um ano temático, com a homenagem a Emmanuel Bailly, nosso primeiro Presidente Geral. Os próximos anos serão dedicados aos outros fundadores, que são menos conhecidos que Frederico Ozanam. Além disso, foi criada uma Comissão Internacional de Investigação Histórica para apoiar o trabalho de pesquisa.

Além deste retorno às origens, o Conselho Geral entrou neste novo mandato de cinco anos com algumas questões básicas: qual será sua estratégia, sua visão e sua missão? Para começar a responder a estas perguntas, Eduardo Almeida Marques (Delegado Internacional de Plano Estratégico) queria um contato com os Vicentinos e, por isso, lançou uma pesquisa para todos os membros da Sociedade sobre os valores essenciais da SSVP na perspectiva dos próprios Vicentinos. Os resultados finais serão conhecidos no fim de julho.

“Novos meios para um reinado antigo”

Com seu rico legado histórico, seus valores e sua fidelidade ao carisma Vicentino, a SSVP também deve olhar para o futuro e renovar sua linguagem. Karl Hila, Presidente da Comissão de Comunicação, explica isso da seguinte forma: “A história Vicentina precisa ser contada com dinamismo, beleza e tecnologia moderna.” Precisa adaptar a forma de comunicar e modernizar suas ferramentas, incluindo o website que será remodelado, além do novo logotipo internacional, que irá harmonizar todos os logotipos da SSVP usado no mundo todo.

A vida da conferência também será uma área a ser trabalhada: agora será fundamental para o Conselho Geral ter uma visão melhor da situação da presença da SSVP no mundo. Para isso, o Presidente Geral lançou um plano de reagregação para os países com menor número de conferências. Este plano fornecerá dados mais confiáveis sobre as conferências existentes, inativas ou que simplesmente desapareceram. Também será uma base de trabalho para o projeto SSVP+, que envolve o incentivo ao desenvolvimento da Sociedade nos países onde ela não está presente.

Intensificação das relações

Considerando o fato de que uma ONG internacional como a SSVP não pode trabalhar sozinha, foram feitos neste ano contatos com outras organizações, como a Ordem de Malta na França, a Juventude Marista Vicentina e a Cruz Vermelha Internacional. Estes contatos devem produzir acordos de parceria. A SSVP também está fortalecendo sua presença na ONU com participação regular nas reuniões do ECOSOC e no Conselho de Direitos Humanos.

Estas reuniões e apresentações forneceram uma descrição geral deste primeiro ano e mostraram o progresso da SSVP, além do trabalho que ainda deve ser concluído. Os participantes lamentaram a falta de tempo para temas importantes, como agregações ou status canônico, e pediram que esses assuntos fossem discutidos nas Assembleias Anuais, para que sejam realizadas discussões mais profundas sem restrição de tempo.

No último dia foi feito um passeio por lugares Vicentinos em Paris, como o prédio onde a primeira reunião foi realizada em abril de 1833, perto da Igreja de Saint Sulpice, a Capela de São Vicente de Paulo, a Igreja de Saint Joseph-des-Carmes, onde a cripta guarda o túmulo de Frederico Ozanam, a Igreja de Saint Médard, o bairro de Mouffetard, onde Rosalie Rendu guiou Frederico Ozanam e seus companheiros em suas primeiras visitas aos pobres, além de lugares simbólicos, que muitos dos participantes estavam visitando pela primeira vez.

No dia seguinte, todos voltaram para seus países, depois de cinco dias de inúmeras reuniões e discussões, além de muita inspiração.