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Chamada a generosidade para o ‘Fondo Internacional de Solidaridad’

26 Julho 2017 Notícias do CGI Aide et développement

Chamada a generosidade para o ‘Fondo Internacional de Solidaridad’

Para poder responder a las múltiples solicitaciones de la CIAD (Comisión Internacional de Ayuda y Desarrollo), Renato Lima de Oliveira – Presidente General – y Bertrand Ousset – Presidente de la CIAD -, apelan a la generosidad de los Vicentinos del mundo para alimentar el  Fondo International de Solidaridad.

Caros confrades, Caras consócias,

Nosso planeta é cada vez mais afetado por desordens climáticas repetidas e por conflitos regionais que se multiplicam ; as catástrofes humanitárias que resultam desta situação se acumulam, umas sendo objeto de uma visibilidade midiática forte e muitas outras que se desenrolam no silêncio e no desconhecimento das opiniões públicas mundiais.

Até o momento a Sociedade de São Vicente de Paulo tem se engajado em lançar chamados à doações caso por caso para aliviar os sofrimentos para reconstruir e relançar um desenvolvimento durável nos países e regiões afetadas, e ela continuará a fazê-lo para  desastres de amplitude nacional.

Mas a Sociedade de São Vicente de Paulo é solicitada para enfrentar muitas crises humanitárias regionais, muitas vezes endêmicas, mais comumente ignoradas pelas mídias e que levam a uma miséria durável dezenas, muitas vezes centenas, de milhares de pessoas ;  fornecemos apenas aqui alguns exemplos não exaustivos, para os quais não houve chamado a doações específico iniciado pelo CGI.

Em março de 2017, Madagascar foi assolada pelo ciclone Enawo que fez pelo menos 78 vitimas, atingiu 300.000 pessoas e destruiu aproximadamente 30 % das colheitas. Este ocorreu em seguida à seca que no fim de 2016 colocou 850.000 pessoas em situação de grave insegurança alimentar e após um dilúvio que devastou a ilha em Tuléar, onde 1.200 pessoas se afogaram no dia 18 de janeiro de 2017.

No Peru, as chuvas torrenciais causadas por El Niño provocaram inundações, avalanches e correntes de lama, e a estimativa é de que hajam 75 mortos e mais de 625.000 pessoas atingidas, das quais 70.000 perderam seus domicílios. A Villa Infantil Federico Ozanam, orfanato da SSVP, foi inundado e teve de ser evacuado.

Um tremor de terra de magnitude 6,4 sacudiu o norte da Ilha de Sumatra na Indonésia no dia 7 de dezembro de 2016. 97 pessoas pereceram na catástrofe e dezenas de prédios foram destruídos. Outro terremoto atingiu a ilha em junho de 2016.

Na República democrática do Congo -  país atingido duramente por uma crise humanitária sem precedentes - chuvas torrenciais causaram uma importante cheia do rio Kalamu em dezembro em Boma : pelo menos 50 mortos, 13 pessoas desaparecidas e 24.160 pessoas afetadas das quais 4.077 homens, 4.275 mulheres e 15.508 crianças. Grande parte da infraestrutura foi danificada e as chuvas torrenciais provocaram inundações em Kinshasa em fevereiro.

Em abril de 2016, um terremoto ocorreu no Equador : ele atingiu a zona costeira, causando destruições até na capital econômica do país, Guayaquil. As vítimas são numerosas : 668 mortos, 8 desaparecidos, 6.274 feridos e mais de 29.067 desabrigados.

Também em abril de 2016 o norte e o centro do Malawi foram atingidos por chuvas torrenciais que geraram inundações e obrigaram o presidente a declarar o estado de emergência. As consequências das chuvas torrenciais que atingiram o norte e o centro do Malawi são pesadas. Elas custaram a vida de pelo menos uma dezena de pessoas e provocaram o desalojamento de outras centenas. Casas desmoronaram e latrinas foram arrastadas, o que levantou uma inquietude sanitária.

No capítulo das catástrofes humanitárias é inútil lembrar da situação do Oriente Médio onde dezenas de milhares de pessoas são ameaçadas, perseguidas e expulsas de suas casas no Iraque ou na Síria, desalojados no seio de seu país fogem sobretudo para o Líbano ou tentam ficar em suas casas com o apoio da SSVP local.

A República Centro-africana está a fogo e a sangue. O país está submerso em um conflito interno que o conduz à deriva. O país mergulhou na violência e na insegurança : assassinatos, torturas, estupros, linchamentos, desalojamentos forçados, pilhagens, incêndios e destruições de povoados cristãos. As milícias já mataram milhares de civis cristãos, pilharam e incendiaram milhares de casas e iniciaram um ciclo de violências do qual o país não saiu ainda. Neste caos, as populações civis estão na linha de frente: 2,2 milhões de pessoas têm necessidade de assistência humanitária imediata, 1,4 milhão de pessoas foram desalojadas desde 2013 e 2 milhões estão em condição de insegurança alimentar.

Seis anos após sua independência, o Sudão do sul está a bordo da mais grave crise humanitária na África em razão da guerra civil que o atinge desde 2013 com uma violência extrema: massacres, estupros, recrutamento de crianças soldados que provocaram o desalojamento de 2,3 milhões de pessoas no país e a fuga de 500.000 pessoas para os países limítrofes. Em janeiro um incêndio ocorreu em um dos numerosos campos onde a SSVP intervém. No dia 20 de fevereiro de 2017 o governo do Sudão do Sul declara o estado de fome em muitas zonas do país.

Desde os anos 1950, Uganda acolhe refugiados que fogem dos conflitos vizinhos. Ruandeses, Somalis, Burundineses, Congoleses ou  Sul-sudaneses, eles são aproximadamente 540.000 a permanecerem nas cidades ou nas zonas rurais e o afluxo continua. A SSVP ugandesa serve os refugiados em muitos campos e deve enfrentar igualmente catástrofes naturais freqüentes.

A Venezuela mergulhou em uma profunda crise econômica, com uma escassez atingindo 68 % dos produtos básicos e uma inflação incontrolável. No país, 9,6 milhões de venezuelanos – quase um terço da população – não come mais do que uma ou duas refeições por dia. A pobreza atingia 81,8 % das casas em 2016, aproximadamente nove pontos a mais do que em 2015 segundo uma pesquisa sobre as condições de vida realizada por um grupo de universitários.

Esta longa enumeração não é – infelizmente - exaustiva hoje e a lista das catástrofes deve crescer com o tempo.

É para estas missões pouco conhecidas, esquecidas e por vezes ocultadas que não conseguem mobilizar doadores mesmo que elas afetem milhões de pessoas, que nós propomos a vocês de organizar uma coleta de doações para alimentar um Fundo Internacional de Solidariedade que permite à CIAD, Comissão de ajuda internacional da SSVP-CGI de levar respostas às múltiplas solicitações que são a ela endereçadas. Uma tal coleta poderá ser renovada anualmente.

Em anexo vocês encontrarão um panfleto explicativo e o balanço das ações e projetos financiados pela comissão no ano de 2016.

 

Esta campanha de chamada de doações poderá se intitular...

OPERAÇÃO DESASTRES DESCONHECIDOS

Servindo en Esperença.

 

 

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Renato LIMA DE OLIVEIRA

16° Presidente Geral

Bertrand OUSSET

Presidente CIAD

Baixar:

> Presentación de la CIAD (pdf, 447,63 Ko)

> Formulário de atribuição de doações (pdf, 40,19 Ko)

> carta e conta bancária (pdf, 129,14 Ko)