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Leitura Espiritual do Domingo 12 de novembro

06 Novembro 2017 Notícias do CGI

Leitura Espiritual do Domingo 12 de novembro

Semana de 6 de novembro (referência: leituras do domingo 12 de novembro)

32º Domingo   do Tempo Comum - Leituras: 1Ts 4,13-18; Mt 25,1-13

O zelo é uma virtude vicentina que nos prepara para a vinda do Senhor.

Reflexão vicentina

O Evangelho desta semana relata a famosa Parábola das Dez Virgens: as cinco prudentes e as cinco imprudentes.  É uma parábola que relata muito bem a virtude vicentina do zelo. Para São Vicente de Paulo, zelo é o "amor em fogo", o que significa a paixão de trabalhar incansavelmente para cumprir a nossa missão, para "transformar corações", para servir os Pobres, para evangelizar, e para encorajar outros a fazer o mesmo.

Todas as dez virgens se prepararam para o casamento e estavam muito motivadas para participar da festa.  A diferença foi que cinco delas se prepararam melhor: elas se planejaram para os possíveis imprevistos.  A responsabilidade das virgens era ter lâmpadas acesas durante a cerimônia do casamento: nisto deveriam estar enfocadas e para isto deveriam se planejar. 

Planejar significa algumas coisas importantes.  Primeiro, saber exatamente a nossa responsabilidade.  Às vezes damos atenção a muitas coisas que são periféricas, são pouco importantes para a nossa missão.  Por exemplo, muito provavelmente, as virgens estavam preocupadas com a festa e não com o fato de ter óleo suficiente para que as lâmpadas acesas a partir do momento em que o noivo chegasse.  Outras vezes, nos preocupamos com as atividades dos outros, tentando julgar os outros, ao invés de estar atentos a otimizar a nossa missão.  Isso justifica o fato de as virgens prudentes não terem compartilhado o óleo extra que tinham com as imprudentes: se tivessem compartilhado, haveria o risco de que nenhuma das dez teria as lâmpadas acesas e a festa seria um desastre.  Outras vezes ainda, pensamos que poderíamos realizar coisas “mais nobres” do que fazemos e, ao invés de nos preocupar com a nossa missão, preocupamo-nos com o que poderíamos fazer se tivéssemos uma função de maior responsabilidade: esquecemo-nos de que, se Deus nos deu a função que temos, é para que a realizemos em plenitude. 

Em segundo lugar, planejar também significa prever imprevistos.  Há coisas que podem acontecer no meio da execução de nossas tarefas que não conseguimos prever.  No caso das virgens, aconteceu que o noivo se atrasou.  Ora, só conseguiram entrar na festa, as virgens que levaram óleo sobressalente; as outras tiveram que ir comprar quando o noivo chegou. 

Em terceiro lugar, o planejamento exige criatividade para nos ajustar aos imprevistos.  Ora, se as virgens imprudentes viram que poderia haver pouco óleo porque o noivo estava demorando, ao invés de contar com o óleo das prudentes, elas poderiam ter apagado as suas lâmpadas e não ter cochilado, estando atentas para acender as suas lâmpadas quando o noivo chegasse.  Assim, cinco lâmpadas ficariam acesas até a chegada do noivo e dez ficariam acesas para a festa.

São Vicente foi e é ainda considerado o organizador das obras de caridade.  Ele planejava com precisão os seus projetos e os ajustava com inovação, escutando os Pobres e seus imprevistos.  Era isto que ele chamava da virtude do zelo. 

Em nossas visitas aos assistidos e nas obras de desenvolvimento da SSVP, não podemos ser amadores.  É necessário ser como as cinco virgens prudentes: ser precavidos, planejadores e inovadores.  Conheço vicentinos que são muito efetivos no seu trabalho, mas não utilizam o que aprendem profissionalmente em suas funções na SSVP: têm uma amnésia profissional quando trabalham para a SSVP.  Temos que ser modernos e inovadores, para tornar a SSVP cada vez mais relevante no mundo em que vivemos, seja através da ação prática, seja através da evangelização.