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Leitura Espiritual do domingo 6 de agosto

31 Julho 2017 Notícias do CGI Leitura Espiritual

Leitura Espiritual do domingo 6 de agosto

Semana de 31 julho de 2017 (referência: leituras do domingo 6 de agosto)

Transfiguração do Senhor

Leituras: 2Pd 1,16-19; Mt 17,1-9

"Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem-querer".

Reflexão vicentina

Esta semana, celebramos a “Transfiguração do Senhor Jesus”.

Transfigurar significa mudar de figura, de aparência.  Vale à pena analisar em que “figura” Jesus se transformou.  O Evangelho de Mateus nos diz que “o seu rosto brilhou como o sol; e as suas roupas ficaram brancas como a luz”.  Portanto, aparece aqui a importância da luz.  A luz que ilumina o caminho, a luz que elimina a escuridão de nossas almas, a luz que dá a energia para esquecer a depressão e continuar a caminhada, a luz que nos permite ler e escrever. Para quem tem boa visão, é impossível imaginar a vida sem luz.  Muitas vezes não nos damos conta da sua importância; somente quando não a temos é que lhe damos o devido valor.

Jesus se transforma em luz!  É interessante o fato de que Moisés e Elias aparecem perto de Jesus e uma voz do céu diz “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado.  Escutai-o!”.  Uma mensagem clara estava sendo dada: estava muito bem tudo o que Moisés e Elias haviam feito no Antigo Testamento, mas o Filho de Deus era Jesus; Ele é a luz; Ele é quem deve ser escutado!

Interessante que vivemos buscando epifanias (eventos fortes da manifestação de Deus em nossa vida).  Vivemos querendo ser os escolhidos, como foram Pedro, Tiago e João, os quais Jesus “tomou consigo e levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha”.   Vivemos querendo que Jesus se transfigure em tantas coisas: em uma casa nova, em uma cura milagrosa, na mudança de uma pessoa que nos faz mal.  E isso é absolutamente humano, porque a busca da transformação, da mudança interior, é que nos leva adiante na vida.  Mas, muitas vezes, Jesus se apresenta na nossa vida como luz e não damos muita atenção, não entendemos bem o que passa, exatamente como passou com Pedro, que, com toda a boa intenção, propôs construir tendas para Jesus, Moisés e Elias.  Mas a mensagem não era a construção de tendas, ou de manter as tendas que já possuímos: a mensagem era de enfocar na luz, entender a luz, escutar a luz... e abandonar todo o resto.

Como em muitas outras ocasiões, Jesus percebe que os apóstolos estavam cheios de temor, sem entender nada daquele fenômeno assustador e lhes diz para que não tivessem medo.  Era como se estivesse dizendo: não tenham medo porque a luz foi apresentada especialmente a vocês três, para que entendam.  Depois, Jesus diz para que somente contassem o que viram depois da ressurreição.  E assim fez Pedro, em sua carta escrita muito tempo depois.

Como vicentinos, vale à pena pensar quantas vezes Jesus se transforma na nossa frente, na casa do Pobre que assistimos.  Quantas vezes chegamos na tenda do Pobre cheios de medo; medo de nossas inseguranças, de nossos fracassos, de nosso futuro; às vezes temos medo até mesmo do Pobre que servimos, pensando que ele vai nos enganar, que vai nos utilizar para obter coisas materiais.  Será que Jesus não está lá dentro da casa do assistido, mostrando-nos a luz, dizendo que Ele é o Filho amado?  Será que Jesus não se transfigura na pessoa do Pobre em cada visita, pedindo que O Escutemos, dizendo que Ele – o Pobre – é o Filho amado em quem Deus pôs todo o seu agrado?

Não precisamos de mais epifanias: cada encontro com o assistido é uma epifania e nos convida a mudar de vida e seguir a luz de Cristo.