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Percurso de um vicentino na Romênia

04 Agosto 2017 Notícias do CGI Témoignage

Percurso de um vicentino na Romênia

Durante este último mês, eu pensei frequentemente naquilo que significa para mim ser membro de uma organização católica laica de caridade, a SSVP. Ainda mais porque eu celebro no dia 2 de agosto de 2017 25 anos de atividade vicentina.

A SSVP em Resita foi criada no dia 2 de agosto de 1992, durante a visita de uma delegação da Áustria, do antigo decanato “Graz – Rive droite Mur”, sob a direção da família Kaindlbauer no dia da celebração da festa da igreja católica romana “Marie Neige” de Resita. Nesta tarde ocorria a reunião fundadora da conferência no escritório da paróquia. Dr. Alois Fauland, como presidente dos vicentinos de Styrie/Steiermark (mais tarde coordenador do movimento vicentino da Áustria) falou dos objetivos vicentinos e de seu trabalho. Sete ou oito pessoas presentes receberam então a faísca, o sentimento que nosso Pai celestial nos chama e nos conduz a um futuro cristão próximo d’Ele. E, durante esta primeira reunião vicentina, eu foi eleito Vice-Presidente da SSVP-Resita.

Os primeiros passos não foram fáceis, eu devia compreender o significado e as exigências de um verdadeiro vicentino e, ao mesmo tempo, conhecer a história deste movimento católico laico internacional. Eu explorei também a história local e  aprendi que, mesmo em Resita, no período entreguerras, foram realizados trabalhos devotos ao nome de São Vicente de Paulo, mas não segundo as regras fixadas pela organização co-fundada no século XIX pelo professor da Sorbonne, Frédéric Ozanam, e atualmente Bem-aventurado Frédéric Ozanam.

Em 1994, eu fui eleito presidente da SSVP de Resita. Isto me deu uma motivação suplementar para contribuir em outras iniciativas deste gênero na Romênia. Devido a este engajamento eu fundei em Resita no dia 25 de maio de 1996 a União das Associações Caritativas “São Vicente de Paulo” da Romênia, tendo nesta época nove organizações participantes. Eu fui então eleito presidente da união.

A etapa seguinte foi a criação de um Conselho Nacional dos vicentinos na Romênia. Os vicentinos de Campulung Muscel organizaram entre os dias 27 e 28 de Novembro de 1998 a primeira conferência nacional na qual participou Cesar Augusto Nunes Viana, o Presidente Geral Internacional desta época. Eu fui eleito o primeiro Presidente Nacional vicentino da Romênia. O segundo mandato como presidente nacional seria entre 15 de março de 2003 e 31 de dezembro de 2006. A partir do 1o de janeiro de 2007, eu fui nomeado Presidente de honra do Conselho Nacional da Romênia.

Eu não posso me esquecer das minhas tentativas para construir a família vicentina na Romênia durante os anos de 2001 a 2003 quando organizei muitas reuniões nacionais deste tipo.

Durante este tempo, eu tive muitos contatos com o Conselho Geral em Paris. Minha primeira participação em um encontro internacional ocorreu em 1994, quando participei como Presidente Nacional em Bolzano, Tirol do Sul (Itália) da reunião anual dos países de língua alemã na Europa. Desde então, eu assisti a quase todas as reuniões deste tipo na Europa central. Em 2001, nós organizamos pela primeira vez em Bratislava, capital da Eslováquia, uma reunião das delegações dos antigos países comunistas da Europa. Durante esta reunião, eu fui eleito o porta-voz do grupo.

Após um encontro no Conselho Geral em Paris no dia 8 de maio de 2001, eu fui nomeado a partir do 1o de janeiro de 2002 o primeiro coordenador do grupo Europa 4 (antigos países comunistas da Europa central e oriental) pelo Presidente Geral Internacional José Ramón Díaz-Torremocha, função que desempenhei até setembro de 2012.

No dia 27 de setembro de 2012 eu fui designado pelo Presidente Geral Internacional Dr. Michael Thio Vice-Presidente Territorial Internacional para o grupo Europa 2 (os mesmos países que faziam parte do grupo anterior Europa 4), função ocupada durante seis anos. No dia 27 de setembro de 2016 eu fui confirmado para um novo mandato pelo Presidente Geral Internacional atual, Renato Lima de Oliveira.

Quem pensaria, há 25 anos, que o encontro do 2 de agosto de 1992 em Resita se refletiria em minha vida, daria a ela um novo sentido e um novo desenvolvimento espiritual? Eu fui digno de todas estas funções e da confiança que me foram depositadas? Somente Deus sabe a resposta para esta questão.

Eu espero não ter decepcionado as pessoas que confiaram em mim durante estes 25 anos de atividade em Resita, na Romênia, na Europa e no mundo inteiro. Agora, eu gostaria de dizer uma palavra de agradecimento à minha família, aos vicentinos de Resita, aos meus amigos na Romênia, aos amigos europeus e internacionais que confiaram em mim e que colocaram as suas esperanças em mim, e que demonstraram isto ao longo dos anos através de diferentes maneiras e em diversas formas.

São Vicente de Paulo, o Bem-aventurado Frédéric Ozanam, todos os santos e os bem-aventurados da família vicentina me apoiaram nas minhas atividades ao longo destes 25 anos (o que eu senti a cada vez!). E por isto, eu agradeço primeiramente a Deus, nosso doce pastor. Eu espero poder continuar a atividade vicentina onde o senhor me abençoará!

 

Erwin Josef Tigla